Este é o wiki de preparação e referência da 1ª desconferência em Lisboa sobre mobilidade em bicicleta.
O objectivo deste evento é: reunir num só lugar e em tempo real vários interessados na promoção e defesa da mobilidade em bicicleta, para que possam partilhar conhecimentos, experiências e pontos de vista, com o objectivo de chegar a consensos e/ou opiniões mais sólidas sobre diferentes questões relativas aos ciclistas, servindo de base para esforços de lobbying, comunicação e cidadania activa.
Para saber o que é um wiki visite esta página. Para se familiarizar com o conceito de “unconference” comece por aqui.
»»»» //Este formato (desconferência) é uma experiência nova, o espaço disponível pode ser um problema, não fazemos ideia quantas pessoas aparecerão. Claro que gostaríamos muito que colaborassem / se inscrevessem no wiki mas não é preciso que o façam para aparecer. As inscrições nos grupos de discussão permanecerão sempre abertas (até é possível alguém mudar de grupo a meio da discussão). //
A ausência de uma estrutura rígida em termos de programa ou organização, das hierarquias tradicionais e do formato mais comum de comunicações em que um orador apresenta um tema e há uma audiência que se limita a pouco mais do que receber o input, pode ser algo desconcertante. Mas ao mesmo tempo uma lufada de ar fresco, uma oportunidade. Não há nada a perder mas muito a ganhar, e no processo podemos divertir-nos um pouco e experimentar novos processos sociais.
Tem alguma questão, relacionada com o objectivo deste evento, que gostaria de apresentar a, ou debater com, outros ciclistas? Veja mais abaixo se já há um tema proposto que englobe essa questão. Se houver, registe o seu nome na lista de “aderentes”. Se ninguém tiver ainda proposto esse tema, acrescente-o à lista no papel de proponente.
Quem não tiver um tema a propôr, pode juntar-se ao grupo do tema que mais lhe interessa discutir, como aderente. Nesse caso, registe o seu nome na lista de “aderentes” do Tema respectivo.
Qualquer participante pode depois mencionar os pontos que gostaria de ver abordados na discussão do tema em que se registou.
Se não houver aderentes a um determinado Tema proposto, o proponente do mesmo deverá juntar-se como aderente a outro grupo cujo Tema lhe interesse.
Esta página é de todos. Basta carregar no botão “Editar página” no topo desta página ou no botão “Editar” no fim de cada secção relevante, e acrescentar-lhe algo - um nome (registando-se como proponente ou aderente), um tópico para discussão num Tema, uma explicação, uma sugestão… - e carregar depois no botão “Gravar”.
A desconferência inicia-se com todos ao mesmo nível em roda na sala grande. Um facilitador (a Lanka, neste caso) explica o procedimento:
a) Qualquer pessoa pode propor um tema escrevendo num papel de cenário na parede (ou/e usando este wiki, em preparação e antecipação do dia do evento)
b) Quem não propuser um Tema (a maioria) pode escolher um ao qual se juntar. Quem propuser um Tema que não tenha adesão terá que se juntar a outro.
c) Os grupos separam-se por temas durante um determinado tempo (uma hora? 1/2 hora?)
d) Os grupos depois de discutirem em separado voltam à sala grande resumir o que discutiram e as conclusões que chegaram com todos.
e) voltar a a)
1/2 hora de introdução e formação dos primeiros grupos
1 hora de discussão por grupos da primeira onda
1/2 hora de discussão da primeira onda
1 hora de discussão por grupos da segunda onda
1/2 hora de discussão da segunda onda
1/2 hora de conclusões
Cada grupo tem o proponente que pode nomear um facilitador e um repórter (escreve o que se vai discutindo e as conclusões).
Local: Crew Hassan (Rua das Portas de Santo Antão, 159 - sala no 3º andar, Lisboa - ver no mapa, aqui)
Dia: 21 de Dezembro de 2008, Domingo
Hora: Início às 17h. Termina quando a discussão acabar ou quando os participantes dispersarem - a sala está-nos garantida até às 21h.
//Nota: Imediatamente antes, entre as 14h30 e as 16h30 decorrerá na cave-R/C da Crew Hassan a 2ª Cicloficina de 2008! //
Jantar: O bar/cozinha da Crew Hassan estará aberto e em funcionamento.
Facilitadora principal: Lanka H.
É a pessoa que dá as boas-vindas aos participantes e lhes explica o funcionamento do evento, e que se preocupa com a estrutura deste (principalmente com o controlo e gestão do tempo).
Proponente: Ana P.
Aderentes: Mário
# 1.1 - O que é que está mal (porquê?) e deve ser mudado (para o quê?)?
# 1.2 - O que é que está em falta (porquê?) e deve ser acrescentado (em que termos?)?
# 1.3 - O que é que está a mais (porquê?) e deve ser eliminado?
# 1.4 - Que estratégias devemos adoptar ao propor alterações ao CE?
# 1.5 - Como evitar ou gerir os “ricochetes” do processo de proposta de alterações e subsequente discussão pública (ex.: tendências securitárias e autoritárias)
# 1.6 - Quem são os lobbys em acção, quais as suas agendas e motivações, como jogar com eles ou contra eles?
# 1.7 - Que canais institucionais, legais e de comunicação podemos e devemos adoptar para veicular as nossas propostas?
Nota: não cobrimos todos os tópicos. Segue-se o resumo da discussão, que se focou numa mistura dos pontos 1.1 e 1.2
Outra nota: se alguém quiser reformatar isto, pode avançar. Fiz o melhor que pude. - Ana B.
Existe idade mínima para andar de bicicleta na estrada?
Nada indica isso. Nalguns países não existe idade mínima para tal, mas há no entanto permissão para utilizar os passeios até uma determinada idade (Paulo S. referiu que na Finlândia esta regra estende-se ainda a idosos, grávidas e a transporte de crianças em cadeirinhas - seria interessante confirmar). Alguém referiu os perigos na tolerância da lei em relação à bicicleta circular nos passeios - mais tendência haverá para ser considerada algo diferente que um veículo de plenos direitos.
A criar uma idade mínima (por exemplo 8 anos se estiver só, 6 se acompanhado), onde poderia uma criança circular? Nos passeios? A tolerância nos passeios para crianças deverá ser isso mesmo - uma tolerância - não uma obrigatoriedade?
A bicicleta é um veículo.
Para conseguir alguns privilégios (por exemplo andar nos passeios em certas circunstâncias), seria necessário adicionar excepções para todos os casos particulares. Fará sentido definir a bicicleta noutra categoria que não a dos veículos? Os participantes concluíram que não, pois tal decisão implicaria um recuo na “luta” que todos temos travado pela aceitação da bicicleta como um transporte tão válido como todos os outros.
Formação
De que forma se pode assegurar que um ciclista está apto a circular na via pública? Não deverá ter carta de condução? A obrigatoriedade de uma Carta de Condução levaria a uma redução no uso da bicicleta.
Quem assegura a formação hoje em dia? Deveria haver escolas equivalentes por todo o país, tal como há escolas de condução de automóveis, motociclos, etc.
Matriculação
Deixou de haver matriculação obrigatória de bicicletas. Na verdade, estas já nem podem ser matriculadas, e matrículas antigas não são válidas. Isto põe um problema quanto aos benefícios fiscais para veículos não poluentes. Mesmo que alguém queira matricular a sua bicicleta para tais fins, não o pode fazer.
Homologação
Como se separa um veículo “a sério” de um brinquedo? Que características devem ter? Com o aparecimento de novos veículos como definir quais são válidos para andar na estrada? Onde se enquadram triciclos, trotinetes, bicicletas mais “exóticas”, pedicabs, etc?
Documentos
Que documentos são necessários para utilizar bicicletas na estrada? O bilhete de identidade é obrigatório (apesar de não o ser para peões). Que mais faria sentido?
Há uns anos houve umas formações nas escolas primárias e deram uns diplomas às crianças que participaram. Seria boa ideia continuar e torná-los válidos perante a lei?
Idade Mínima
Formação
Habilitação
Matrícula
Homologação
Se for alterada, será que melhora? Actualmente já é tudo desrespeitado. Primeiro faz sentido que haja um controlo eficaz das irregularidades.
Também é preciso mudar as mentalidades: Ainda há muita gente que acha que as bicicletas só “empatam” o trânsito. “Empatar” não faz mal… Aliás, há estudos que mostram a redução do número de acidentes quando há mais bicicletas a circular, porque a velocidade média decresce.
Educação ou penalização? Penalização parece ser mais rápido. Em Espanha seguiu-se um método rigoroso da “multa pesada” e aparentemente funcionou tipo “relâmpago”. (Bónus: fonte de rendimento enorme, enquanto durar…)
Pequeno pensamento: As leis simbolizam a sociedade.
Proponente: João B.
Aderentes: Ricardo S.
# 2.1 - Resumo da iniciativa e proposta
# 2.2 Vale a pena prosseguir insistindo num benefício fiscal nestes moldes?
# 2.2.1 (-) Diferente (menos eficiente) que nos casos estrangeiro.
# 2.2.2 (-)O desconto para todas as bicicletas, de apenas 30%, fará alguma diferença na procura?
# 2.2.3 (+) A visibilidade que uma medida sancionada pelo Governo dará à bicicleta como meio de transporte ?
# 2.2.4 (+) Metade do trabalho está feito (falta só tirar o “desde que sujeito a matrícula”)
# 2.3 Como gerir a atenção mediática dada ao caso.
# 2.4 Aspectos legais: Como se levam 5000 assinaturas ao parlamento ?
# 2.5 Quem associar a esta iniciativa: indústria? partidos ? fpcub ? associações de amigos do btt ? -
# Por constrangimentos de tempo foi feito apenas um pequeno resumo do estado do processo.
# 2.6.1 Na Lei do Orçamento de Estado para 2009 está previsto que pode ser recuperado no IRS 30% da aquisição de um veículo não poluente, exclusivé bicicletas.
# 2.6.2 A Proposta de Lei foi apresentada a 15 de Outubro de 2008. Na semana seguinte alguns ciclistas prepararam um documento para servir de apoio a uma acção de sensibilização dos grupos parlamentares
# 2.6.3 Houve contactos com alguns deputados de vários partidos, com a agência Lusa e com a associação Euronatura.
# 2.6.4 Dia 30 de Novembro foram votadas as propostas de alteração à proposta de lei do OE2009. Duas dessas propostas, do BE, eram exactamente as sugeridas por nós. Foram chumbadas ( [Joao B.] Ricardo (ou outra pessoa), podem ajudar-me a descobrir quais foram os sentidos de voto, se foi justificado, etc.? )
# 2.6.5 A Agência Lusa publicou a reportagem sobre o movimento na Segunda-Feira seguinte, tendo-lhe dado alguma visibilidade. Para aproveitar esta visibilidade foi criada uma recolha de assinaturas na rede, disponível aqui.
# 2.6.6 Em 2 dias recolheram-se 2000 assinaturas. Esta velocidade inicial foi diminuindo progressivamente. Dia 23 de Dezembro tem-se 4100 assinaturas.
# 2.6.7 As petições, mesmo as on-line, têm valor legal. Sabe-se que 5000 assinaturas são suficientes para fazer com que um assunto/proposta de Lei vá a plenário da AR. Ainda não estamos certos do processo/protocolo. ([Joao B.] Na desconferência falaram de alguém que poderia ajudar.)
# 2.6.8 Além do valor legal, e talvez mais importante que este, existe o valor mediático. A Sic irá fazer uma reportagem esta Sexta dia 26 de Dezembro passando pela Massa Crítica e algo focada no tema dos benefícios fiscais para bicicletas.
# 2.6.9 Gerir politicamente o mediatismo, causar mediatismo será essencial para levar o projecto avante. Até mais do que gerir a parte legal.
( [Joao B.] Queria formar um pequeno grupo de trabalho para continuar com o projecto. Sendo que o Ricardo já se juntou, será que há mais alguém que queira participar mais activamente. Obrigado )
Proponente: Luís Mota
Relator: Luís Mota
Proponente: (vários!…) Pedro Machado
Relator: Luís Mota
18 participantes
Para tornar mais fácil gerir a logística (lotação, número de bancos e cadeiras disponíveis, etc). Inclui proponentes e aderentes, bem como os que estiverem interessados em participar mas ainda não tenham escolhido um Tema.
Ana P.
Mário A.
Bruno S.
Luís M.
Ricardo S.
João B.
Lanka H.
Pedro M.
Ian D.
Margarida B.
Hugo J.
Eduardo M.
Nuno X.
Maria M.
[?] Ora, pergunto: porquê apenas uma letra do último nome? Será uma homenagem às Spice Girls?
[Ana] Estilo low-profile? Poupança das teclas?…
[Margarida] Somos da Secreta.
[Ana] Ena pá, já somos um grupito razoável, 14 pré-registos! Espero que a sala da Crew Hassan seja espaçosa!
Rescaldo: [Ana] Apareceram, pelo que consegui apurar, cerca de 28 pessoas. Isto indica que devemos estar preparados para acomodar em cada evento 100 % mais participantes do que aqueles que se registam.
Eventos relacionados precedentes:
2007 - Tertúlia: Bicicleta é transporte! Como potenciar o uso deste veículo em Lisboa? - Plataforma para a Promoção do Uso da Bicicleta - [um relato aqui]
2006 - Tertúlia Massa Crítica - Cores do Globo - [um relato aqui]
Para escolher o seu percurso, pode usar o Transporlis, ou o Google Transit (este só para a zona mesmo de Lisboa - Metro e Carris).
Paragens mais próximas (distância caminhável):
Nota: aos fins de semana pode transportar gratuitamente e sem restrição de horários a sua bicicleta nos comboios da CP (linhas de Sintra e de Cascais) e Fertagus, na rede de metropolitano e nos barcos da Transtejo.
Não traga o carro para a Baixa!
Se vier de carro no sentido Cascais-Lisboa, deixe-o mais longe, onde há mais lugares e, quem sabe, gratuitos. Ex.: zona de Santos, do lado do rio, depois é só caminhar até ao Cais do Sodré e apanhar o Metro até aos Restauradores, por exemplo, ou continuar a pé ou de bicicleta, se trouxer uma no carro.
Outras opções, a nível de parques da EMEL, ver mapa aqui.
AVISO IMPORTANTE: haverá a partir das 10h uma corrida a decorrer por Lisboa, que afectará o trânsito na zona, o que é particularmente relevante para quem queira chegar ali de autocarro ou de carro.
Estacionamento de bicicletas: se trouxer uma dobrável, deve poder levá-la consigo para a sala da Crew Hassan. Se levar uma normal, o estacionamento pode ser mais complicado, porque na zona não há racks (a mais próxima - 300 m, uns 5 min a andar - fica aqui), nem sequer mobiliário urbano como postes de sinalização onde prender as bicicletas. A solução para muitos ciclistas no ano passado foi esta:
O que é chato, visto ocupar os passeios, mesmo com a atenuante de esta rua ser de trânsito proibido (com algumas excepções que fazem com que nunca seja verdadeiramente pedonal). Outra alternativa menos obstrutiva poderá ser a rua das traseiras, sem saída, menos exposta (cujo acesso é uns metros ao lado da porta da Crew Hassan, em túnel).
A Crew Hassan deu, entretanto, autorização para estacionar algumas bicicletas no átrio de entrada, como na Cicloficina de Novembro:
Mas como nesse dia irá também decorrer no mesmo local o Natal Social, o que pode significar um maior fluxo de pessoas, pode ser desaconselhado ocupar o corredor com bicicletas, por motivos de segurança (manter as saídas desimpedidas). Deve dar para acomodar até umas 10, provavelmente presas a si próprias e/ou umas às outras.
A Cicloficina serviu de antecâmara da desconferência:
Participaram cerca de 28 pessoas. Começámos todos numa sala onde a Lanka explicou o formato e o funcionamento, e onde se decidiram os temas a discutir e onde se formaram os grupos.
Houve dois temas, se não estou em erro, que ficaram para a segunda onda (que não chegou a haver). Na 1ª (e única) houve dois temas em discussão em dois grupos, o Tema 1 (do CE) e o Tema 4 (da nova associação).
No final da 1ª onda reunimo-nos todos numa sala, em plenário, e foram partilhadas as conclusões dos Temas 1 e 4, e feito um resumo e discussão dos 2 temas restantes, o 2 e o 3, sobre o OP de Lx e sobre as bicicletas no OE.
~~DISCUSSION:closed~~